segunda-feira, 8 de abril de 2013


Ele não ligava, nem mandava mensagem durante semanas. Mas tinha uma mania sacana de aparecer quando ele já tava quase desaparecendo da minha cabeça. Era carência, tava na cara – e faltava vergonha na minha, porque eu sempre acabava cedendo. Não me dava valor e ainda ficava indignada por ele não dar também. Eu aceitava ser a última opção e ainda tinha a cara de pau de espernear e choramingar por ai……
Usando a maldita frasezinha clichê de que nenhum homem presta. Claro que ele não ia prestar, pra que prestar com alguém que transpirava falta de amor próprio? Ninguém ama quem não se ama, ninguém respeita quem não se respeita – doloroso, mas verdadeiro. E quando você não tá na onda de ser amada, ta tranquilo - um supre a carência com o outro e fim de papo. Mas eu tava afim de sentimento, tava super na onda de mãozinha dada e ligação de madrugada só pra ouvir um ”tava pensando em você”. E claro que ele não ligava, a gente quase sempre só pensa antes de dormir em quem causa aquele nervosinho de incerteza dentro do nosso peito – e eu tava sempre ali, um poço de certezas, não tinha porque ele pensar. Muito menos ligar. E foi ai que eu mudei. Quando a gente passa a se valorizar a gente consegue enxergar nitidamente quanto os outros valem – e ele valia tão pouco, desencantei. Peguei meu coração e coloquei ele lá no topo de uma arvorezinha danada de alta, e vou te falar, nunca vi tanta gente disposta a escalar – homem adora um desafio. Pois bem, que vença o melhor .

domingo, 7 de abril de 2013

Não foi planejado, nem premeditado. Foi só um querer estar perto e cuidar, tomar todas as dores e lágrimas como se fossem suas. A vontade e o desejo vieram depois, bem depois. Não foi um lance de corpo, foi um lance de alma. Não foi o jeito de escrever, ou de se vestir. Foram as palavras. Uma saudade e uma urgência daquilo que nunca se teve, mas era como se já tivesse tido antes. Foi amor. É amor.
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Eu não consigo te entender... Pra falar bem a verdade, eu não consigo entender nós dois. Temos tudo para ficarmos juntos, mas você tem que complicar. Você tem que me fazer sentir com que você não me ame. E não é questão de duvidar o seu amor por mim, é questão de ter medo que outra pessoa chegue, e você simplesmente se apaixone por ela. Não quero juras de amor eterno, eu quero viver o presente, o agora, o já. Você diz que se importa, mas ao mesmo tempo parece que quer que eu procure mais motivos para você não desistir.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Como é que pode? Ele é tão estranho. Tem tantas manias estranhas, gostos estranhos… E é bobo. Muito bobo. Fala cada coisa sem nexo, sem noção, que às vezes você tem que parar tudo pra tentar interpretar o que é que ele tá querendo dizer. Mas é tão palhaço, mas tão palhaço, que consegue te arrancar um sorriso mesmo quando você não quer. Sabe quando tá brava, – ou se fingindo, pra fazer o típico charminho – e aquela pessoa te faz rir? Então. É ele. É tão medroso, que dá crises de risos. Medroso do tipo bobão, que não consegue nem assistir filme de terror sem se borrar todo. Dá raiva até da inteligência. Céus… A facilidade com os números irrita. Enquanto eu, apaixonada por palavras. E eu odeio quando ele some do nada. Quando não me liga, quando não me atende, quando não responde minhas mensagens ou não dá algum tipo de sinal de vida. Mas eu entendo o porquê de amá-lo tanto. É estranho, mas do jeito que gosto. Com todas as imperfeições e manias que tanto admiro. É medroso, mas de um jeito fofo, que me encanta. Bobo, palhaço, que me faz sorrir até mesmo quando a intenção é zoar com a minha cara. Me arranca um sorriso, até mesmo nos piores momentos. Se preocupa com meu bem estar, sempre perguntando se eu to bem, se to passando bem. Porque conhece todos os meus limites e minhas fraquezas, porque sempre estava presente na minha vida. E é exatamente aí que me pergunto mais uma vez. Como é que pode? Como é que pode me tornar assim, tão dependente? Me deixar assim, tão boba só pelo fato de ouvir sua voz? Só pelo fato de ver a tua foto? De me deixar louca, só de pensar em certos momentos contigo? Só por dizer que me ama, me chamar de “anjo”, “sua”, “amor”, “bebê”? Porra, mano. Eu não consigo explicar o tamanho do meu amor. Só que eu amo. Eu te amo com todas as minhas forças. De todo o meu coração, alma… Eu te amo. E vou te amar pra sempre.”

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Hoje de novo eu chorei, hoje de novo eu sofri
O consciente dizia não mas o coração respondia sim
Essa falta de você, tá me deixando tão ruim
Já estou enlouquecendo, já não penso mais em mim
A noite to perdendo sono, tentando te esquecer
Essa angustia que eu estou sentindo só é o medo de te perder

Meu consciente dizendo não, meu coração me dizendo sim
E diz você pra mim, e diz você pra mim
E essa luta que não tem fim tá me deixando na solidão
Já não posso me decidi se sigo o meu consciente, o coração.


Ele: Eeei, casa comigo?
Ela: Tá louco?
Ele: Sim, piradinho… Por você.
Ela: Temos apenas 16 anos.
Ele: Eu tenho 17.
Ela: Continua sendo menor..
Ele: Quando formos maior de idade, você casa?
Ela: Com 28 anos? - começando a rir -
Ele: Essa é a idade que você quer casar?
Ela: É, mais ou menos.
Ele: Ok, 28 anos. Fechado. - os dois começam a rir juntos -.
… 12 anos se passaram, e o destino deles não seguiram muito bem os caminhos planejados, um dia qualquer, ele estava voltando do trabalho, para pegar o carro no estacionamento e quem ele encontra lá…
Ele: Isabella?
Pensamento dela: Ah meu Deus, essa é a voz do…
Ele: Isabella, sou eu, o Bruno.
Ela: Bruno? Nossa quanto tempo… Como você está?
- Ele olha para ela com os olhos brilhando, e ele sabe, que ele voltou a sentir aquelas coisas estranhas que não havia sentido nunca mais desde quando eles se separaram… -
Ele: Tô bem e você? Veio pegar o carro?
Ela: É, eu vim sim, voltei pro Brasil a poucos dias.
Ele: Ah, é, você estava morando em Londres né?
Ela: É, eu estava. Como esteve a vida enquanto eu estive fora?
Ele: Foi normal - ele ri, sem motivo-
Ela: Você continua com essa mania né? Fica rindo sem motivos e eu penso que é por minha causa.
Ele: Mas é por sua causa, é que semana passada foi seu aniversário, 25 de outubro e eu estava lembrando que você faria 28 anos nesse dia, e quando tínhamos 16 e 17, nós tínhamos combinado de nos casar quando você tivesse 28…
Ela: Você lembra? Até do meu aniversário?
Ele: Claro que eu lembro.. Mas o destino mudou nossos planos então..
Ela: Então que daqui a uma semana é o seu, 13 de novembro, não é?
Ele: Você também lembra.
Ela: Claro que eu lembro e o destino mudou nossos planos por sua culpa.
Ele: Minha culpa?
Ela: Sim, ou você também pensa que eu esqueci que quando eu disse que estava partindo você não fez nada para impedir?
Ele: Claro que eu não ia impedir, se você estava partindo é porque não estava mais feliz aqui do meu lado, e eu realmente te amava então eu preferia vê-la feliz mesmo que longe de mim, do que infeliz e ao meu lado só porque eu disse para você desistir de seu sonho e ficar aqui.
Ela: Se me amasse mesmo você iria atrás de mim.
Ele: E eu fui. Acontece que é não é tão fácil para um vagabundo igual a mim, ficar lá em Londres, perdido.
Ela: Você foi até Londres?
Ele: Fui, fiquei 3 meses te procurando por lá, mas você tinha trocado de número e não conseguia me comunicar com você…
Ela: Você tá casado?
Ele: Não consegui ter um relacionamento sério desde quando nos separamos, por que?
Ela: Porque eu queria saber se a proposta de casamento aos 28 anos ainda está de pé.
Ele: Sempre esteve…